Walkshop 1: Searching Freedom in the City
(Segunda 23.03, 10:00. 2 h)
Onde em Guimarães sente uma sensação de liberdade e o que torna isso possível? Vamos partilhar, discutir e mapear as respostas em conjunto. A partir de uma coleção de referências preparadas, o grupo irá então produzir «notas de rodapé para a liberdade» escritas: fragmentos, citações, partituras, desenhos e observações anotadas que surgirem da conversa.
Walkshop 2: Tracing Freedom with Clay
(Quarta 25/25.03, 10:30. 2.5 h)
Este workshop aborda a liberdade através da materialidade do barro. Trabalhando com o material, os participantes são convidados a refletir sobre os seus lugares de liberdade e a traduzir aspetos dessas experiências em formas, traços, textos ou gestos na superfície. Os trabalhos resultantes serão reunidos coletivamente numa única instalação, a ser apresentada no espaço de exposições da universidade.
Walkshop 3: Setting the Pieces Free
(Quinta 26.03, 16:30. 1.5 h)
Numa caminhada coletiva desde o espaço da Galeria da Garagem Avenida até à Associação Convívio, os participantes libertam as peças de barro no espaço público. Cada colocação é acompanhada pela performance de uma nota de rodapé (falada, representada ou simplesmente colocada). As peças de barro e as notas de rodapé são fotografadas, formando um arquivo desta caminhada performativa co-autoral, enquanto as peças permanecem in situ.
Number of participants:
Duration:
Materials:
Meeting point: Gallery Garagem Avenida
Meeting time:
Space Writing – Peace Walk
Inspirado na reflexão de Michel de Certeau de que «os caminhantes escrevem o texto da cidade, sem o poder ler», este workshop propõe a caminhada como um ato coletivo de escrita — com o corpo, no espaço e em várias escalas. O walkshop convida os participantes a explorar Guimarães não através de um olhar panorâmico e cartográfico, mas através de uma inscrição incorporada.
Durante o workshop, os participantes interagem primeiro com a cidade digitalmente, traçando as letras da palavra Paz (na sua própria língua) num mapa de Guimarães. Estas letras desenhadas tornam-se itinerários espaciais. O traçado urbano, normalmente percebido como fixo e unívoco, transforma-se num campo de possibilidades — aberto, relacional e afetivo.
Ao longo de vários dias, os caminhantes seguem fisicamente estas formas de letras pela cidade. No último dia, os participantes movem-se silenciosamente pelas ruas — mesmo com chuva — caminhando pela palavra Paz. Não se limitam a ler o mapa; escrevem-no com os seus corpos. O corpo coletivo em movimento torna-se uma escrita em movimento pela pele da cidade.
O mapa em si é reduzido a uma única palavra, desafiando a ideia convencional de mapeamento como panóptico e geométrico. O percurso muda de direção, fragmenta-se, recompone-se. Os participantes partilham o caminho espontaneamente, levando a paz como um gesto e não como um slogan. O que está escrito é uma mensagem secreta, legível apenas através da caminhada.
Estendendo-se para além de Guimarães, o workshop conecta-se a um Alfabeto da Terra para a Paz: participantes de todo o mundo desenham e percorrem a palavra Paz nas suas próprias paisagens usando o Google Maps e o CGeomap, gerando uma cartografia global, geolocalizada e locativa — uma coreografia planetária de escrita incorporada.
Caminhar torna-se tanto uma intervenção quanto um convite: uma performance entre ficção e realidade, e uma reimaginação coletiva do espaço urbano e terrestre.
Number of participants:
Duration:
Materials:
Meeting point: Gallery Garagem Avenida
Meeting time:
Liberdades que Caminham: Eu prometo…
Há um ponto de partida. Uma folha em branco. Um gesto. Uma promessa.
Nesta oficina, em formato contínuo, cada participante é convidado a escrever, desenhar ou inscrever uma promessa — íntima ou coletiva, frágil ou impossível. Cada promessa vive agora numa folha de papel, todas as folhas têm o mesmo formato e são fixadas numa parede comum. Cada nova promessa deve ligar-se a outra já existente através de uma linha, criando uma cartografia viva onde nenhuma liberdade permanece isolada.
Aqui, prometer é comprometer-se num espaço partilhado. As intervenções podem aproximar, contrariar, sobrepor ou rasgar. Cada gesto transforma o anterior. A liberdade deixa de ser território individual para se tornar prática relacional.
Ao longo da semana, a parede constrói-se como um mapa instável de vínculos e tensões. E há ainda uma possibilidade decisiva: as promessas podem ser levadas por outros. Quem leva assume a responsabilidade de continuar, guardar ou transformar aquilo que não escreveu. Fica um vazio, um rasto, uma ausência que também passa a fazer parte do desenho.
Perder, encontrar, tomar, partilhar.
Deixar ir como forma de compromisso.
No final, as folhas remanescentes serão reunidas num livro-objeto — vestígio de uma caminhada coletiva onde a liberdade se experimenta como relação, risco e responsabilidade.
Participants nr: Open
Duration:
Materials:
Meeting point: Exhibition gallery Garagem Avenida
Meeting time:
Belonging & Letting Go:
Participants nr:
Duration: 1:15H*
Materials:
Meeting point: Art gallery Garagem Avenida
Meeting time:
*Duration: Aproximadamente 1 hora de corrida, seguida de alongamentos em conjunto.
Idioma: Orientação e discussão conjunta em inglês; trabalho em pares em qualquer idioma preferido pelos participantes.
Passos Livres entre Muros e Montes
Passos Livres entre Muros e Montes é uma caminhada que decorre a partir do centro de Guimarães à Citânia de Briteiros, numa extensão de 22 kms.
Esta caminhada promovida pela AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia, em parceria com o The Walking Body, propõe-se como uma prática de inscrição sensível no território, onde o movimento do corpo não é apenas deslocação, mas um modo de pensar, perceber e produzir relação. Caminhar torna-se aqui um gesto locativo: um ato através do qual o espaço deixa de ser cenário para se afirmar como campo relacional, tecido pela interação entre corpo, ambiente, memória e imaginação.
A longa duração deste percurso assume um papel determinante. É no prolongamento do esforço, na cadência respiratória e na alternância entre silêncio e conversa que o grupo se transforma num corpo coletivo, afinando velocidades, pausas e níveis de atenção. O compasso não é imposto — emerge da escuta mútua, do relevo, do clima e da textura do chão. Caminhar longamente é um exercício de sincronização entre interior e exterior, entre o tempo fisiológico e o tempo da paisagem. Entre Guimarães e a Citânia de Briteiros, o percurso atravessa muros e montes que são simultaneamente geográficos e simbólicos. Cada limite atravessado torna-se um limiar percetivo; cada elevação, um dispositivo de leitura. O território apresenta-se como um arquivo vivo onde processos naturais e culturais coexistem, abrindo-se a interpretações plurais e a narrativas em constante reformulação.
Nesta caminhada, a liberdade não se apresenta como condição abstrata ou garantida, mas como experiência situada que emerge da copresença, da atenção partilhada e da possibilidade de caminhar juntos. A caminhada afirma-se assim como prática ecológica e ética: um modo de habitar o espaço que exige cuidado, reciprocidade e responsabilidade perante as múltiplas formas de vida que o constituem. (MD)
Number of participants:
Duration:
Materials:
Meeting point: Gallery Garagem Avenida
Meeting time:
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