TWB 7 is an event organized in the frame of WALC – Walking Arts and Local Communities, with the support of the EU Creative Europe Cooperation grant program.

A Liberdade como Prática

A liberdade, no contexto da caminhada, não é meramente uma metáfora — ela está inscrita no ritmo e na presença espacial de um corpo em movimento. Como escreve Frédéric Gros:
«Ao caminhar, escapamos à própria ideia de identidade, ao desejo de ser alguém, de ter um nome e uma história… A liberdade experimentada ao caminhar consiste em não ser ninguém, porque o corpo que caminha não tem história; possui apenas uma corrente eterna de vida.»
No entanto, a questão não é simplesmente se a liberdade existe, mas quem tem o direito de exercê-la. A capacidade de caminhar — de existir e mover-se pelo espaço — não é garantida de forma igualitária. Para muitas pessoas em todo o mundo, deslocamentos, guerras, crises ecológicas e precariedade económica transformam o ato de caminhar em um ato de sobrevivência, em vez de libertação. Os corpos são forçados a se mover, confinados a rotas migratórias, zonas de trânsito ou abrigos temporários, revelando como o direito de se mover continua frágil e contestado.
Ao mesmo tempo, a liberdade de caminhar também é negociada em ambientes cotidianos que parecem estáveis e seguros. O direito de um corpo com deficiência de se mover pela cidade, ou de uma criança de existir e caminhar com segurança no espaço público, lembra-nos que a mobilidade nunca é simplesmente concedida. O que muitas vezes consideramos liberdade comum é, na verdade, moldado por infraestruturas, normas sociais e decisões políticas que determinam quais corpos são bem-vindos, protegidos ou restringidos no espaço.
O Walking Body 2026 aborda o caminhar como um bem comum frágil da liberdade — uma condição que deve ser continuamente renegociada por meio de práticas de atenção e solidariedade. Baseado em processos artísticos coletivos, o projeto destaca o caminhar como uma prática contínua: uma forma de ser que requer acompanhamento, escuta e relação. Neste sentido, a liberdade não aparece como um estado fixo, mas como algo que emerge através da co-presença — através de atos de cuidado, através da criação de espaço para os outros e através da remodelação coletiva tanto dos caminhos que herdamos como daqueles que ainda estão por vir.

O The Walking Body é organizado pelo Lab2PT – Laboratório de Paisagens, Património e Território, em colaboração com a Made of Walking / The Milena Principle, no âmbito do projeto europeu WALC – Walking Arts & Local Communities, apoiado pelo programa Creative Europe da União Europeia. Conta ainda com o apoio da Câmara Municipal de Guimarães (Bairro C / IMPACTA).

O TWB decorrerá de 23 de março a 16 de abril em Guimarães, no Bairro C, com ponto de encontro na Galeria/Escola de Arquitetura, Arte e Design Garagem Avenida. O TWB inclui uma semana de walkshops, uma conversa ao entardecer com os artistas convidados e uma exposição.

Evento gratuito mediante inscrição: https://forms.gle/MHp3pit4aEVqRBfZA

Durante o evento, serão feitas fotografias, gravações de vídeo e áudio para fins de documentação, promoção e divulgação do The Walking Body, nomeadamente em plataformas digitais e em publicações editoriais, garantindo uma utilização ética e respeitosa das imagens dos participantes.

O TWB conta com 7 artistas a participar nos workshops: Anna Lehtelä (FIN), Geert Vermeire (BE), Miguel B. Duarte (PT), Natacha Antão (PT), AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia (PT) e ReRouting [Clementine Butler-Gallie (GB) & Viviane Tabach (BR)].

ReRouting - March 23, 25 & 26
 
Footnotes for Freedom

Notas de rodapé para a liberdade é uma série de workshops em três partes que explora como as experiências de liberdade são localizadas, sentidas e expressas na cidade de Guimarães. Combinando mapeamento, conversas, trabalho com argila e a produção coletiva de uma caminhada performativa, este workshop transforma reflexões sobre a liberdade num gesto público partilhado. Os participantes são convidados a refletir sobre onde e como experimentam a liberdade no espaço urbano e como esses momentos se relacionam com questões mais amplas de acesso ao espaço público.
 

Walkshop 1: Searching Freedom in the City
(Segunda 23.03, 10:00. 2 h)

Onde em Guimarães sente uma sensação de liberdade e o que torna isso possível? Vamos partilhar, discutir e mapear as respostas em conjunto. A partir de uma coleção de referências preparadas, o grupo irá então produzir «notas de rodapé para a liberdade» escritas: fragmentos, citações, partituras, desenhos e observações anotadas que surgirem da conversa.

Walkshop 2: Tracing Freedom with Clay
(Quarta 25/25.03, 10:30. 2.5 h)

Este workshop aborda a liberdade através da materialidade do barro. Trabalhando com o material, os participantes são convidados a refletir sobre os seus lugares de liberdade e a traduzir aspetos dessas experiências em formas, traços, textos ou gestos na superfície. Os trabalhos resultantes serão reunidos coletivamente numa única instalação, a ser apresentada no espaço de exposições da universidade.

Walkshop 3: Setting the Pieces Free
(Quinta 26.03, 16:30. 1.5 h)

Numa caminhada coletiva desde o espaço da Galeria da Garagem Avenida até à Associação Convívio, os participantes libertam as peças de barro no espaço público. Cada colocação é acompanhada pela performance de uma nota de rodapé (falada, representada ou simplesmente colocada). As peças de barro e as notas de rodapé são fotografadas, formando um arquivo desta caminhada performativa co-autoral, enquanto as peças permanecem in situ.

Number of participants: 
Duration: 
Materials: 
Meeting point: Gallery Garagem Avenida
Meeting time: 

 

Geert Vermeire (BE) - March 23, 24 & 26

Space Writing – Peace Walk

 

Inspirado na reflexão de Michel de Certeau de que «os caminhantes escrevem o texto da cidade, sem o poder ler», este workshop propõe a caminhada como um ato coletivo de escrita — com o corpo, no espaço e em várias escalas. O walkshop convida os participantes a explorar Guimarães não através de um olhar panorâmico e cartográfico, mas através de uma inscrição incorporada.
Durante o workshop, os participantes interagem primeiro com a cidade digitalmente, traçando as letras da palavra Paz (na sua própria língua) num mapa de Guimarães. Estas letras desenhadas tornam-se itinerários espaciais. O traçado urbano, normalmente percebido como fixo e unívoco, transforma-se num campo de possibilidades — aberto, relacional e afetivo.
Ao longo de vários dias, os caminhantes seguem fisicamente estas formas de letras pela cidade. No último dia, os participantes movem-se silenciosamente pelas ruas — mesmo com chuva — caminhando pela palavra Paz. Não se limitam a ler o mapa; escrevem-no com os seus corpos. O corpo coletivo em movimento torna-se uma escrita em movimento pela pele da cidade.
O mapa em si é reduzido a uma única palavra, desafiando a ideia convencional de mapeamento como panóptico e geométrico. O percurso muda de direção, fragmenta-se, recompone-se. Os participantes partilham o caminho espontaneamente, levando a paz como um gesto e não como um slogan. O que está escrito é uma mensagem secreta, legível apenas através da caminhada.
Estendendo-se para além de Guimarães, o workshop conecta-se a um Alfabeto da Terra para a Paz: participantes de todo o mundo desenham e percorrem a palavra Paz nas suas próprias paisagens usando o Google Maps e o CGeomap, gerando uma cartografia global, geolocalizada e locativa — uma coreografia planetária de escrita incorporada.
Caminhar torna-se tanto uma intervenção quanto um convite: uma performance entre ficção e realidade, e uma reimaginação coletiva do espaço urbano e terrestre.

 

Number of participants: 
Duration: 
Materials: 
Meeting point: Gallery Garagem Avenida
Meeting time: 

Natacha Antão - Ongoing

Liberdades que Caminham: Eu prometo…

 

Há um ponto de partida. Uma folha em branco. Um gesto. Uma promessa.
Nesta oficina, em formato contínuo, cada participante é convidado a escrever, desenhar ou inscrever uma promessa — íntima ou coletiva, frágil ou impossível. Cada promessa vive agora numa folha de papel, todas as folhas têm o mesmo formato e são fixadas numa parede comum. Cada nova promessa deve ligar-se a outra já existente através de uma linha, criando uma cartografia viva onde nenhuma liberdade permanece isolada.
Aqui, prometer é comprometer-se num espaço partilhado. As intervenções podem aproximar, contrariar, sobrepor ou rasgar. Cada gesto transforma o anterior. A liberdade deixa de ser território individual para se tornar prática relacional.
Ao longo da semana, a parede constrói-se como um mapa instável de vínculos e tensões. E há ainda uma possibilidade decisiva: as promessas podem ser levadas por outros. Quem leva assume a responsabilidade de continuar, guardar ou transformar aquilo que não escreveu. Fica um vazio, um rasto, uma ausência que também passa a fazer parte do desenho.
Perder, encontrar, tomar, partilhar.
Deixar ir como forma de compromisso.
No final, as folhas remanescentes serão reunidas num livro-objeto — vestígio de uma caminhada coletiva onde a liberdade se experimenta como relação, risco e responsabilidade.

 

Participants nr: Open
Duration
Materials:
Meeting point: Exhibition gallery Garagem Avenida
Meeting time

Anne Lehtela - March 24, 25 & 28 - 8:30 am

Belonging & Letting Go:

Clube de Corrida Matinal Freedom
3 manhãs (por exemplo, terça, quarta e sábado, das 8h30 às 9h45)
 
Este clube de corrida matinal combina corrida leve com conversa. Conversaremos sobre as coisas com que nos deparamos na vida — dificuldades, fardos e experiências das quais desejamos nos libertar. Cada manhã tem o seu próprio tema, explorado através de discussões tanto a nível pessoal como social. O objetivo é aliviar o fardo, partilhando e refletindo juntos.
 
A corrida é feita em pequenos grupos ou em pares, com os grupos a formarem-se naturalmente de acordo com o ritmo individual. A intenção é criar um espaço seguro e de apoio para a conversa, garantindo que todos possam mover-se a um ritmo que lhes seja confortável.
 
Os participantes são calorosamente convidados a sugerir percursos de corrida e a apresentar o terreno local ao grupo, se assim o desejarem.
 

Participants nr
Duration: 1:15H*
Materials:
Meeting point: Art gallery Garagem Avenida
Meeting time

*Duration: Aproximadamente 1 hora de corrida, seguida de alongamentos em conjunto.
Idioma: Orientação e discussão conjunta em inglês; trabalho em pares em qualquer idioma preferido pelos participantes.

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AVE & Miguel Duarte - March 27 - 8:30 am

 Passos Livres entre Muros e Montes

 

Passos Livres entre Muros e Montes é uma caminhada que decorre a partir do centro de Guimarães à Citânia de Briteiros, numa extensão de 22 kms.
Esta caminhada promovida pela AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia, em parceria com o The Walking Body, propõe-se como uma prática de inscrição sensível no território, onde o movimento do corpo não é apenas deslocação, mas um modo de pensar, perceber e produzir relação. Caminhar torna-se aqui um gesto locativo: um ato através do qual o espaço deixa de ser cenário para se afirmar como campo relacional, tecido pela interação entre corpo, ambiente, memória e imaginação.

A longa duração deste percurso assume um papel determinante. É no prolongamento do esforço, na cadência respiratória e na alternância entre silêncio e conversa que o grupo se transforma num corpo coletivo, afinando velocidades, pausas e níveis de atenção. O compasso não é imposto — emerge da escuta mútua, do relevo, do clima e da textura do chão. Caminhar longamente é um exercício de sincronização entre interior e exterior, entre o tempo fisiológico e o tempo da paisagem. Entre Guimarães e a Citânia de Briteiros, o percurso atravessa muros e montes que são simultaneamente geográficos e simbólicos. Cada limite atravessado torna-se um limiar percetivo; cada elevação, um dispositivo de leitura. O território apresenta-se como um arquivo vivo onde processos naturais e culturais coexistem, abrindo-se a interpretações plurais e a narrativas em constante reformulação. 

Nesta caminhada, a liberdade não se apresenta como condição abstrata ou garantida, mas como experiência situada que emerge da copresença, da atenção partilhada e da possibilidade de caminhar juntos. A caminhada afirma-se assim como prática ecológica e ética: um modo de habitar o espaço que exige cuidado, reciprocidade e responsabilidade perante as múltiplas formas de vida que o constituem. (MD)

Number of participants: 
Duration: 
Materials: 
Meeting point: Gallery Garagem Avenida
Meeting time: 

Dusk Talk is a conversation between local, regional, and international guest artists, dedicated to the theme of Freedom, for sharing experiences and artistic practices and building professional and emotional networks among participants.
 
 
Number of participants: limited to room capacity.
Duration: 1:30 H
Materials: 
Meeting point: Convívio – Cultural Association
Largo da Misericórdia 7 e 8, 4800-413 Guimarães
Meeting time: 6:30 pm
 
 


Anne Lethelä
(FIN)    https://annelehtela.com/
Anne Lehtelä (Master of Art & Master of Administrative Sciences) is a visual artist located in Finland working with conceptual and installation art. She uses running as a method in her artistic practice. Her work explores socially engaged themes, with a focus on social inequality, political systems, borders, and processes of change.
Lehtelä has held several solo exhibitions in Finland and has participated in group exhibitions internationally. She is the Chair of the Representative Board of the Finnish Artists’ Association.
Alongside her artistic practice, Lehtelä works as a specialist on artists’ working conditions at the Finnish Arts and Culture Agency. She also serves as Finland’s national reporter to the European Commission on artists’ working conditions and artistic freedom in Finland.

AVE – Associação Vimaranense para a Ecologia (PT)    https://ave-ecologia.org/
AVE is a Non-Governmental Environmental Organization based in Guimarães with 25 years of activity. Its mission is to defend and promote the natural and built environment through awareness-raising, environmental education, and civic engagement. It promotes sustainable development, organizes educational walks, and monitors urban projects. It participates in public discussions on local plans and policies and challenges projects with significant environmental impact. Its most recognized annual activity is Ecorâmicas: a documentary film showcase on environment and society, now in its 10th edition, addressing diverse themes such as eco-activism, forests, public space, and biodiversity.

Geert Vermeire (BE)    https://supercluster.eu/geertvermeire/
Geert Vermeire is a poet, artist, curator, and cultural producer specializing in walking arts, sound art, and locative media. With a nomadic practice spanning Portugal, Spain, Greece, and Brazil, his recent work has centered on ecological intelligence, participatory walking art, and interdisciplinary collaboration.
Since 2019, Vermeire has co-directed the biannual International Walking Arts Meetings/Conferences in Prespa, Greece, which has brought together over 600 artists and researchers. This event fosters artistic exchange through walking, sound, and locative media in the ecologically significant Prespa region. Building on this, he co-founded the Walking Arts and Relational Geographies Encounter in Catalonia in 2022, now preparing for its third edition in 2026.
This goes along with co-organizing The Walking Body, an international workshop and artist’s meeting on the arts of walking in Guimarães, Portugal, together with Natacha Antão Moutinho and Miguel Bandeira Duarte (Lab2PT / University of Minho). This collaboration also led to the 2020 International conference *Fluid Bodies / Drifting Spaces* in Guimarães, further expanding the discourse on walking as an artistic practice.
In 2019, Vermeire co-founded walk listen create, a global platform for walking artists, which has since grown to a network of over 6,000 registered users worldwide. That same year, he launched Locative Media Supercluster, an educational platform exploring collaborative mapping and media walks in response to planetary crises. This initiative has led to partnerships with King’s College London, the University of Canberra, and COP27 in Egypt, among others.
Since 2024, he has been the artistic co-coordinator of the EU-funded Walking Arts and Local Communities (WALC) project (2024-2027). This initiative, spanning five countries, is establishing an International Center for Walking Arts, connecting European residencies, workshops, and exhibitions while integrating locative media and online learning.
From 2025 to 2026, Vermeire is curating the Yamuri project (France/Mexico), an immersive sound art installation inspired by the walking rituals of the Rarámuri people and Antonin Artaud, promoting artistic exchange between France and Mexico.
Throughout his recent work, Vermeire has remained deeply engaged in ecological, technological, and community-based artistic practices, expanding the role of walking and sound as tools for learning, activism, and artistic innovation. His interdisciplinary collaborations continue to shape the evolving landscape of locative media and walking arts worldwide.
Interview with Geert Vermeire :
https://www.livingmaps.org/geert-vermeire

Miguel B Duarte (PT)    https://miguelbduarte.wordpress.com/
Miguel B Duarte is an Assistant Professor at the School of Architecture, Art, and Design at the University of Minho and a researcher at Lab2PT (Landscape, Heritage, and Territory Laboratory, R&D unit). As a researcher and artist specializing in Drawing and Walking Art, he co-organized the Drifting Bodies Fluent Spaces conference in 2020 and The Walking Body workshops (walk.lab2pt.net) since 2018. He is also a co-founder and researcher of WALC (Walking Arts & Local Communities), a European project.

Natacha Antão (PT)    https://natachaantao.wordpress.com/
Natacha Antão is an artist, researcher integrated in Lab2PT (Landscape, Heritage and Territory Lab) and teaches at the School of Architecture, Art and Design of the University of Minho (EAAD), since 2006. She is editor of PSIAX, a journal active since 2002, publishing studies and reflections on drawing and image. Her most recent interests focus on artistic and research practices through walking, developing since 2018 the experimental laboratory The Walking Body (+info at https://walk.lab2pt.net). She also investigates the impact of the practice of walking on pedagogical and artistic innovation, at the crossroads with landscape, drawing and representation.

ReRouting (with Clementine Butler-Gallie (UK) and Viviane Tabach (BR))  www.thereroutingproject.org/walk-archive 
The ReRouting Project (ReRouting) is a multidisciplinary curatorial platform that explores walking together as a method for artistic encounter and exchange. Founded in 2022, it develops site-responsive formats that connect artists with local and international publics through walk-actions, walking residencies, workshops, and public programs,  including the year-long project Dissident Paths with nGbK Berlin, curated in collaboration with Cruising Curators. ReRouting approaches the walk itself as a curatorial space, using movement to question and expand exhibition-making formats. Rather than prioritizing material outcomes, the platform centers process-based and participatory practices that engage embodied practices, shared authorship, and cultural production grounded in dialogue and lived experience.

Map Scramble 1, 2, 3

 

There is growing interest in how each of us documents walking art, especially as walk · listen · create and its predecessor, the Museum of Walking, has been gathering archival walking pieces for almost 10 years. Early last year, Clara Gari of Nau Côclea, our EU partner in the Walking Arts and Local Communities project, hosted a Confluence on ‘documenting walking art’ with guest Ernesto Pujol, and subsequently ran a Spanish language event to further discuss the outcomes of the original Confluence.

Prompted by the closing of the Secret Maps exhibition at the British Library, we invited members of the Walking Artists Network to present and discuss why they choose maps to document their walking art. This invitation was taken up by more than 20 walking artists, and it is with pleasure that we are offering to begin with, 3 Map Scrambles as we have labelled them, for as many of these walking artists to present their map work.

The online events will each include 3-4 minute presentations by 4-8 walking artists followed by discussion. Owing to technical and time constraints and to create sufficient time for thoughtful discussion we have asked each of the presenters to either audio record themselves, or creating a narrated powerpoint or video, of no more than 4 minutes talking about their pieces and maps.

The questions we are asking them to address in their 3-4 minute presentations are:

A) Who you are and what was your walking piece that you documented with a map? 

B) Why you chose a map to document your piece?

C) The process of creating the map?

D) What were the plus points from having the map?

E) On reflection, what would you have done differently to improve on what you did, and why?

Walking artist presenters for this evening’s event are: David HaleyBryony HusseyLucy FurlongAlison BellJanette Kerr, Dana Papachristou, Jenny StaffEmily Artinian and Lin Charlston.

Map Scramble 2 will take pace on Wednesday 25 March with walking artist presenters: Marlene Creates, Kate Monson, Ruth Broadbent, Roger Boyle, Idit Nathan, Martin Eccles, Barbara Lounder and Rachel Gomme; followed by Map Scramble 3 on Thursday 26 March with walking artist presenters: Tamsin Grainger, Hannah Stageman, Fiona Hooton, Bill Psarris, Elspeth Penfold, Daniella Turbin, Petra Johnson and Claudia Zeiske.

23 March https://wlc.zone/8lx

25 March https://wlc.zone/8ly

26 March https://wlc.zone/8lz